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Em recente entrevista ao Bandeirante, informativo oficial do estado de São Paulo, o MCN Guilherme Santos, explicou seu projeto para integrar ações entre os gabinetes nacional, estadual e regional. Confira aqui a íntegra da reportagem, incluindo uma pergunta bônus que não foi publicada no jornalístico trimestral.
Frase: "Nossa eleição sinaliza uma disposição positiva desses lídes em mudar, em olhar para si mesmos e ver o que podemos aprimorar"
Empossado como Mestre Conselheiro Nacional (MCN) em julho último, no 15º Congresso Nacional, o mineiro Guilherme de Castro Couto Santos, de 20 anos, cursa o terceiro ano de Jornalismo na Faculdade de Comunicação e Artes da PUC Minas . É o décimo oitavo a alcançar o mais alto posto da liderança jovem que, segundo ele, enfraqueceu ao longo dos anos e precisa ser fortalecido.
Sua proposta é reforçar a base com uma liderança forte – em parceria com mestres conselheiros Regionais e Estaduais —, pondo em prática o Programa de Integração, Organização e Revitalização (PRIOR). A função do PRIOR será melhorar o jeito de a liderança juvenil trabalhar. Algo difícil, na visão dele, pois envolve mudar uma estrutura que sequer se conhece.
Nascido em Santo Antônio do Monte, uma pequena cidade de 30 mil habitantes no Centro-Oeste de Minas Gerais, deixou o lugar para fazer faculdade na capital mineira Belo Horizonte. Nessa empreitada que segue até 2009, o MCN espera deixar em sua gestão uma estrutura de líderes que, de fato representem, os DeMolays de um jeito mais inteligente e eficiente.
Bandeirante: Por que se candidatar a Mestre Conselheiro Nacional (MCN), o mais importante cargo na liderança jovem da Ordem DeMolay no Brasil, contra o então adjunto?
Guilherme: Bom, é necessário frisar que minha candidatura foi por meus próprios ideais e pela crença do que eu podia fazer por nossa Ordem. Em momento algum foi uma candidatura contra o então adjunto André William Chormiak, irmão pelo qual ostento respeito e admiração. Acredito que nossa vitória se deve a um projeto diferente, bem focado. O PRIOR pressupõe mudança no modo de liderar os jovens líderes, representantes de nossos irmãos. Portanto, nossa eleição sinaliza uma disposição positiva desses mesmos líderes em mudar, em olhar para si mesmos e ver o que podemos aprimorar.
Dá para ser MCN só com a verba fornecida pelo Supremo?
O Supremo Conselho está renovando seu jeito de trabalhar nesse ponto. A tão polêmica e mitificada dívida, uma assombração na nossa instituição, foi paga. Agora as possibilidades tendem a crescer. Ainda estamos estruturando essa parte. Mas espero que, até deixarmos o posto, o Supremo Conselho tenha toda a força para financiar integralmente o MCN. É um cargo importante e não deve, jamais, ser restrito a uma elite que consiga exercê-lo. Já melhorou bastante, mas é preciso que lutemos por algo ainda melhor.
Qual você acredita ser a função do MCN? É ser apenas um porta-colar que viaja de norte a sul do país para contar piadas em Congressos?
Claro que não. O MCN reúne, na pessoa dele, os irmãos de todo o país. Mas essa representatividade não deve ser algo vago: não adianta falar “eu acho que os DeMolays querem isso...”. É necessário saber de verdade o que eles querem e necessitam.
O que o PRIOR pode representar para a Ordem DeMolay nos estados?
O projeto é muito amplo e específico. Ele não tem medidas para serem adotadas pelos estados. Ele envolve parceria do Gabinete Nacional com os estaduais. A intenção foi criar algo que fosse específico para o MCN, sem interferir no trabalho dos MCEs, e respeitando os limites geográficos que lhe são impostos. A idéia é fazer com que toda a cadeia de liderança juvenil: MCRs, MCEs e MCNs trabalhem de forma integrada a viabilizar transformações na base e fazer com que, de fato, a representatividade depositada neles seja efetiva. É um projeto estruturador e extremamente necessário.
Quando deixar o cargo vai ser difícil ou um alívio?
Espero que ambos. Difícil pelos momentos felizes que espero viver no exercício dele. E um alívio porque, se Deus quiser, cansaremos muito. Foi para isso que nos candidatamos. Para trabalhar de forma intensa e exaustante em benefício da nossa instituição. Aí sim, no final, espero descansar. E com a certeza de que teremos gente boa para continuar o trabalho que já começamos. --
PERGUNTA BÔNUS: O que a Ordem DeMolay tem feito pela Sociedade brasileira? Você acha que pode despertar o orgulho em ser DeMolay nos garotos das bases, os recém-iniciados, e até mesmo os mais velhos, seniores DeMolays?
Sim. Acredito que vivemos um momento em que esse orgulho está em baixa. E o primeiro passo para melhorarmos isso é integrando nossas bases, unindo nossa Ordem. Temos de fazer a informação circular, e proporcionar experiências mais marcantes entre os DeMolays. Os sêniores fazem parte desse processo, portanto contamos muito com uma renovação na Associação Alumni, tão desacreditada atualmente. Sem sombra de dúvidas, mudar nossa Ordem significa fazer, também, com que ela atue mais na nossa sociedade. Acho que nós ainda não aproveitamos um décimo do nosso potencial para trabalhar, de fato, por um mundo melhor.
Notícia do dia 9/10/2008 - Por André Aloi, MTb: 51.561 |