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DEBATE DOS PRESIDENCIÁVEIS

 

“...bem-aventurado é o povo cujo Deus é o Senhor”.  Salmo 144:15

Na quinta-feira passada, precisamente no dia cinco de agosto deste, a rede bandeirantes de comunicação promoveu um debate entre os presidenciáveis mais importantes, ou seja, mais expressivos no cenário político do país. Dois homens e duas mulheres. Todos postulam ser presidente da república federativa do Brasil.

Se resumíssemos o assunto que norteou o debate poderíamos dizer que o mesmo pautou-se sobre três questões fundamentais: segurança, saúde e educação. Foram unânimes em dizer que estão empenhados na solução dessa equação. Cada um dizia saber a receita certa de resolver a problemática. Falaram como se  fosse simples de resolver.

Já tenho muito chão no caminho da vida e sempre tenho ouvido falar sobre esses assuntos quando  chega o tempo das eleições. Passam anos e mais anos e os políticos continuam sendo os mesmos. O discurso não muda em nada, a mesmice de sempre, a tecla já está gasta de tanto ser batida, todavia quando eles chegam ao poder fazem pouco em prol desses temas tão vitais para a sociedade.

A segurança pública deveria garantir a proteção dos direitos individuais e assegurar o pleno exercício da cidadania. A segurança não se contrapõe à liberdade e é condição para o seu exercício, fazendo parte de uma das inúmeras e complexas vias por onde trafega a qualidade de vida dos cidadãos. As forças de segurança deveriam buscar aprimorar-se a cada dia para atingir níveis que alcancem a expectativa da sociedade como um todo, imbuídos pelo respeito e à defesa dos direitos fundamentais do cidadão. As autoridades constituídas têm a responsabilidade de garantir a segurança das pessoas na manutenção da paz e ordem pública. Contudo, cada vez mais a população sente a insegurança.

Em segundo lugar, a saúde pública é uma calamidade. Aí dos que precisam servir-se da assistência médica pública do país. Sei que alguma coisa tem sido feita, mas ainda falta muito. Será que os administradores públicos não conhecem um meio melhor de gerenciar recursos, sempre escassos, para atender as inúmeras e variadas demandas tanto de caráter social como individual. É só dar uma volta pelos hospitais públicos e ver a multidão de pessoas que fica ali esperando para ser atendida.

Em terceiro lugar, as políticas públicas sobre a educação. Muitas políticas foram desenvolvidas ao longo das décadas com o objetivo de preparar o país para ser uma nação independente. Todavia, ainda não houve um presidente ou governante que empenhasse com determinação para que a educação de boa qualidade fosse ofertada a todos indistintamente.


Mesmo depois de declarada a independência em 1822, as políticas públicas sobre educação em maior ou menor grau buscaram o objetivo de fazer do país, já politicamente independente de Portugal, uma nação  também economicamente independente, mas não optou pela educação em massa, pelo contrário a educação continuou  sendo privilégio de alguns poucos. Os filhos da burguesia, os que podiam ir para a Europa ou Estados Unidos, só esses recebiam educação.

A Palavra de Deus fala muito da valorização da vida, do respeito mútuo e das oportunidades a todos. Se nós atentarmos para as leis e mandamentos do Velho Testamento, ainda que Israel fosse uma nação tribal, vivendo num mundo totalmente diferente do nosso, veremos princípios que norteavam peremptoriamente a segurança, a saúde e a educação. Por exemplo: todos os filhos, isto é, os meninos em Israel aprendiam a ler a Torah e memorizavam até aos 12 anos de idade os principais ensinos da Lei. A Sinagoga era a escola que  funcionava tanto nas grandes cidades como nas pequenas aldeias.

A Igreja do Senhor Jesus, a nova sociedade em Cristo,  deve continuar lutando para que os princípios que nortearam a nação de Israel no passado norteiam a sociedade no presente. Segurança, saúde e educação são indispensáveis para se ter qualidade de vida. Não podemos  nos contentar apenas com o discurso na hora da escolha eleitoral, devemos exigir que,  quando no posto,  as nossas autoridades se empenhem na execução de tais promessas.

É dever de cada cristão orar, conhecer e  escolher de acordo com a própria consciência à luz da Palavra de Deus, votar no melhor candidato  para a sociedade. Não votar pensando em si mesmo,  nos interesses particulares ou  nas benesses que receberá, mas sim, pensar no todo.  Jesus disse que a nossa justiça deve exceder a dos religiosos fariseus. A pergunta que deve ser feita é: “estou votando nessa pessoa por interesse pessoal ou por entender que ela seja  capaz de fazer o melhor para todos”?

Se tivermos a oportunidade de conversar com os candidatos devemos questioná-los a respeito dos seus projetos sociais e depois de eleitos devemos cobrar deles o compromisso. Sei que haverá trabalho, haverá incômodos e lutas, mas vale à pena, pois assim fazendo estaremos contribuindo para a justiça social, para o bem comum e a glória do Pai celestial, Rei dos reis, Presidente dos presidentes,  Governador dos governadores e Prefeito dos prefeitos.

 “Bem-aventurado o povo ao qual assim acontece; bem-aventurado é o povo cujo Deus é o SENHOR”.  Sl.144:15

Rev. Washington Paulo Emrich

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