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    Home Artigos A mulher como arquiétipo do eterno feminino de Deus
    A MULHER COMO ARQUÉTIPO DO ETERNO FEMININO DE DEUS
     

    Maio é o mês das mulheres, das mães, das noivas, época em que a energia feminina é exaltada.

    Mas qual a origem do mês de maio levar este nome e ser o mês da mulher?

    Quais os mistérios que entrelaçam maio, a mulher, as mães?

    As tradições gnósticas estudam profundamente os mistérios da mulher, enfatizando ser o Eterno Feminino de Deus a energia universal que gera, nutre e absorve tudo que existe.

    Aliás, cabe aqui lembrar que os gnósticos dos primeiros séculos cristãos foram taxados de hereges – e brutalmente perseguidos, justamente por isso: por entenderem, ao contrário do clero fanático da época, que a mulher era divina (e não diabólica), inspiradora (e não tentadora) e que poderia ser mestra e sacerdotisa (e não apenas uma serviçal inferior).

    Samael Aun Weor, mestre gnóstico do século XX, fez uma releitura das tradições gnósticas através dos Cinco Aspectos do Eterno Feminino de Deus.

    Para não nos determos no estudo aprofundado desses 5 aspectos, assunto muito extenso, vamos aqui nos concentrar em algumas das diversas tradições que trazem a sabedoria das deusas femininas.


    No Egito antigo a deusa Maat, deusa da sabedoria e da Lei, oficiava as cerimônias de pesagem do coração, onde as ações do morto eram avaliadas com uma balança que comparava o peso de seu coração a uma pena de ave. Note a semelhança do nome Maat (pronuncia-se maiat) e o nome do mês Maio. Interessante também é o fato do número de Maat ser o 5, força que denota a ação da Lei no próprio Tarot Egípcio. Veja a profunda relação entre Maat, a Lei, a mulher como fazedora da justiça, o número 5 e o 5º mês do ano.

    E note também que até hoje o símbolo da justiça é uma mulher com uma balança nas mãos...

    Na Grécia as tradições maáticas egípcias tomaram a forma da deusa Maya, senhora da primavera (cujo apogeu é no mês de maio no hemisfério norte), representando a fecundidade e a renovação da vida. Maya também é mãe de Hermes, deus da sabedoria.  A Maya grega, de onde provém diretamente o nome do mês das mulheres, representa em síntese a vida e a sabedoria. Esta mesma sabedoria é representada por outra deusa grega, Sophia, que significa literalmente sabedoria, como na palavra filosofia (“amigo da sabedoria”).

    Já na Índia, Maya representa um outro aspecto da energia feminina: a ilusão da materialidade, reportando-se à  matéria como princípio feminino, através do qual o mundo foi gerado. O próprio termo matéria origina-se de “máter”, mãe. Aqui a Maya indiana denota a força que leva à manifestação material, tal qual a Prakriti dos Vedas ou a Geb egípcia (Gaia para os gregos – deusa da Terra, de onde vem o étimo de palavras como geografia ou geologia).

    De todas essas deusas milenares observamos o poder da mulher de transformar a humanidade, dando-lhe vida, sabedoria, amor, justiça e materialidade.

    A mulher é realmente a senhora da transformação, aquela capaz de gerar, gestar, parir, nutrir, educar, manter e absorver todas as criaturas: de homens a deuses; da nautreza terrestre a universos inteiros...

    Isso nos leva a uma incômoda indagação: como estarão homens e mulheres utilizando esta força universal de transformação feminina? De forma construtiva ou de forma destrutiva?

    Neste mês de maio, de Maya e de Maat, pense e sinta isso: a mulher tem o poder universal da transformação através do amor. Observe este poder, valha-se dele, invista nele!

     

    Sérgio Geraldo Linke é engenheiro e presidente da Associação Gnóstica de Brasília

     

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